Instituto Montes Ribeiro

A Trajetória de Luiz Arthur Montes Ribeiro

Luiz Arthur Montes Ribeiro

Luiz Arthur Montes Ribeiro nasceu 05 de novembro de 1959, em Ponta Grossa – PR. Vive e trabalha em Curitiba desde 1980.

Iniciou seus estudos nas artes, aos 13 anos, com o Mestre Sydnei Mariano, em Ponta Grossa - PR. Com 36 anos, (2026), de experiência e reconhecimento, possui Aperfeiçoamento em Artes Plásticas pela Faculdade de Artes do Paraná – Curitiba.

Ao longo de sua carreira, aperfeiçoou-se em ateliês, entre eles o de Maria Ivone Bergamini, (figura humana), Museu Alfredo Andersen, (cerâmica), e Centro de Ilustração Botânica do Paraná, (desenho e ilustração botânica).

Expos seus trabalhos em diversos museus no Brasil, e em Madri, na Espanha, e Maputo, em Moçambique. Foi premiado no Salão Nacional de Belas Artes Hércules Florence, com a medalha de Ouro, em São Paulo, 1996, e no Salão Nacional de Belas Artes, com Medalha de Prata, no Rio de Janeiro, em 2014.

Em 2026 participou do XVI Salão Internacional de Artes Visuais SINAP/AIAP/UNESCO, em São Paulo.

Ilustrou quatro de seus livros de poesia. É proprietário de “Montes Ribeiro Galeria de Arte”, em Curitiba - PR.

Exposições e Reconhecimento

Com mais de 36 anos de experiência e amplo reconhecimento no circuito das artes plásticas, Luiz Arthur Montes Ribeiro possui um portfólio internacional. Já expôs suas obras em diversos museus de prestígio no Brasil e no exterior, com destaque para mostras realizadas em Madri (Espanha) e em Maputo (Moçambique).

  • 2026
    Participação de Destaque
    XVI Salão Internacional de Artes Visuais SINAP / AIAP / UNESCO (São Paulo, SP).
  • 2014
    Medalha de Prata
    Salão Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ).
  • 1996
    Medalha de Ouro
    Salão Nacional de Belas Artes Hércules Florence (São Paulo, SP).

Críticas & Imprensa

Conteúdo jornalístico e críticas de arte estarão disponíveis em breve.

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Lizete Zem - Transição - Museu Guido Viaro

 

A TRANSIÇÃO 

    Lizete Zem 

 


Em íntima conexão com processos de distintas naturezas, a artista Lizete Zem realiza composições nas quais se manifestam as passagens, cujo sentido inerente vincula-se à relação entre o passado e o presente, mas também pode apontar para o atemporal.

O elemento primordial que descreve tanto seu processo quanto seu conjunto de obras consiste, portanto, na TRANSIÇÃO, que acontece por meio de diferentes aspectos.

Num primeiro sentido, transição possui caráter amplo e conceitual. Refere-se, mais precisamente, à mudança poética da obra como um todo, e muito bem marcada pelas peças de cerâmica expostas nessa mostra de 2022, no Museu Guido Viaro.

Nessas peças estão contidos resquícios de reflexões anteriores sobre os orgânicos, que trazem, em essência, as concepções de estrutura e base consistente, vinculadas à natureza corpórea e simbolizadas por formas ósseas, tons de vermelhos terrosos ou sanguíneos, assim como, pela terra propriamente dita. Agora, rompidas com quaisquer bases sólidas, as peças sugerem-se em conjunto como uma estrutura flexível e, por conseguinte, passível de ser modificada.

Mobilidade tal que surge com muita força nas pinturas mais recentes, inaugurando o trabalho pictórico com as velaturas. Em consonância com a atmosfera sutil, ao invés da terra, a base que se apresenta no chão, abaixo das composições pictóricas, consiste na esvoaçante areia, sugerindo a ideia de vínculos entre matérias mais delicadas.

Pinturas que manifestam, portanto, outros tipos de transições, diretamente evidenciadas nas relações sensíveis. Durante o processo de composição, a artista, em conexão sensível com sua obra, observa as vivas transformações cromáticas e formais ocorrentes durante a secagem da tinta a óleo, que, assim como a observação das mutações dos fenômenos da natureza, são capazes de transformá-la intimamente.

Quando finalizadas, as composições pictóricas, cada qual a sua maneira, oferecem ao espectador a possibilidade de perceber as variadas perspectivas e formas produzidas pelas passagens entre os campos cromáticos e transparentes, e, portanto, de conduzir simultaneamente quem as bem observa ao encontro com atmosferas delicadas e espaços transcendentes, como espécies de labirintos, portais, etc.


Enfim, na presença imediata do que há de mais sutilmente sensível e, por que não dizer, naturalmente mágico, indagamo-nos se seria possível algo mais nos surpreender nesta exposição: “Pergunte ao vento”...

Ana Carolina Mondini é Dr.ª em Filosofia e Crítica de Arte – Curitiba, 2022

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