A Trajetória de Luiz Arthur Montes Ribeiro

Luiz Arthur Montes Ribeiro

Luiz Arthur Montes Ribeiro nasceu em 5 de novembro de 1959, na cidade de Ponta Grossa, no Paraná. Vive e desenvolve seu trabalho artístico em Curitiba desde 1980.

Seu percurso nas artes teve início precocemente, aos 13 anos, sob a tutela do Mestre Sydnei Mariano em sua cidade natal. Hoje, somando mais de três décadas de uma sólida carreira profissional, Luiz Arthur possui Aperfeiçoamento em Artes Plásticas pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP).

"Em sua contínua busca pela excelência técnica e estética, o artista frequentou ateliês de grande renome para moldar a sua sensibilidade."

Aprofundou-se no estudo da figura humana com Maria Ivone Bergamini, dedicou-se à cerâmica no Museu Alfredo Andersen e refinou seus traços no Centro de Ilustração Botânica do Paraná.

Sua sensibilidade, no entanto, não se restringe às telas. Luiz Arthur transita com maestria pela literatura e já ilustrou quatro de seus próprios livros de poesia. Atualmente, além de sua produção artística contínua, é galerista e proprietário da Montes Ribeiro Galeria de Arte, um importante espaço de fomento cultural sediado em Curitiba.

Exposições e Reconhecimento

Com mais de 36 anos de experiência e amplo reconhecimento no circuito das artes plásticas, Luiz Arthur Montes Ribeiro possui um portfólio internacional. Já expôs suas obras em diversos museus de prestígio no Brasil e no exterior, com destaque para mostras realizadas em Madri (Espanha) e em Maputo (Moçambique).

  • 2026
    Participação de Destaque
    XVI Salão Internacional de Artes Visuais SINAP / AIAP / UNESCO (São Paulo, SP).
  • 2014
    Medalha de Prata
    Salão Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ).
  • 1996
    Medalha de Ouro
    Salão Nacional de Belas Artes Hércules Florence (São Paulo, SP).

Críticas & Imprensa

Conteúdo jornalístico e críticas de arte estarão disponíveis em breve.

Fale com o Artista

Para aquisição de obras do acervo, agendamento de visitas à Montes Ribeiro Galeria de Arte ou informações sobre exposições, entre em contato através dos canais oficiais:

18:23

"Os Jardins de Luiz Arthur Montes Ribeiro

OS JARDINS DE 
LUIZ ARTHUR MONTES RIBEIRO


OS JARDINS DE LUIZ ARTHUR MONTES RIBEIRO REÚNE 8 OBRAS EM EXPOSIÇÃO EM SÃO PAULO

Com curadoria de Paco de Assis, mostra apresenta diferentes momentos da produção do artista visual paranaense, em um percurso entre natureza, imaginação, cor e poesia

São Paulo recebe, de 15 de setembro a 16 de outubro de 2026, a exposição “Os Jardins de Luiz Arthur Montes Ribeiro”, individual do artista visual, escritor e poeta paranaense Luiz Arthur Montes Ribeiro. Com curadoria de Paco de Assis, a mostra será realizada no JAM – Japanese Food, Art & Music, na Rua Bela Cintra, reunindo 8 obras.

O período de visitação é de 15 de setembro a 16 de outubro.

A seleção reúne trabalhos de diferentes séries e momentos da produção do artista, colocando em diálogo pinturas e obras sobre papel e revelando a permanência de determinados elementos em sua pesquisa visual.

Jardins, árvores, borboletas, peixes e formas orgânicas aparecem em diferentes configurações, técnicas e dimensões. Mais do que representar a natureza, Luiz Arthur a utiliza como matéria para construir um universo próprio, no qual a forma, a cor e a imaginação assumem papel fundamental.

O jardim como espaço de imaginação


A série “Jardins Imaginários da minha solidão” estabelece uma relação direta com o título da exposição e ocupa lugar significativo no conjunto apresentado. Nesses trabalhos, o jardim deixa de ser apenas uma paisagem para se tornar um espaço imaginado, construído a partir de experiências, formas e associações pessoais.

Integram essa série “Jardim Imaginário I”, realizado entre 2010 e 2014, “Jardim Imaginário XII”, de 2014, e os polípticos “Jardim Imaginário da minha solidão 33” e “Jardim Imaginário da minha solidão 33”, também de 2014. As obras apresentam diferentes soluções para uma mesma investigação, passando pela pintura de grandes dimensões e pela aquarela sobre papel.

A ideia de jardim, nesse contexto, não se limita ao que é observado no mundo exterior. Ela abre espaço para uma paisagem construída pela imaginação, na qual elementos naturais podem assumir novas proporções, formas e significados.

Natureza transformada em linguagem

Essa relação com o mundo natural se estende a outras séries presentes na exposição.

Em “Borboletas Aladas”, a borboleta aparece como elemento de grande força visual. “Borboleta Fêmea”, de 2000, possui 193 x 184 cm e é realizada em acrílica sobre tela. Já “Mariposa I” e “Mariposa II”, ambas de 2021, apresentam 100 x 100 cm e ampliam a investigação da forma em composições marcadas pela presença da cor.

O peixe surge em “Peixe I”, da série “No Mar da minha angústia”, de 2005, realizado em técnica mista sobre tela. Em “Transição”, aparece novamente em “Peixe 4”, ao lado de “Árvore 3”, ambos de 2018 e realizados em acrílica sobre tela.

O interesse está justamente nessas transformações. Os elementos naturais permanecem reconhecíveis, mas deixam de cumprir uma função meramente descritiva. São reorganizados pelo artista e passam a participar da construção de uma linguagem visual própria.

Cor, matéria e diferentes possibilidades da imagem


A exposição também evidencia a diversidade de procedimentos utilizados por Luiz Arthur. O conjunto reúne obras em acrílica sobre tela, técnicas mistas e aquarelas sobre papel, permitindo observar como o artista adapta sua linguagem a diferentes suportes e materiais.

A cor tem papel decisivo nesse processo. Ela organiza os espaços, define relações entre as formas e contribui para a sensação de movimento presente em diversas obras. Em vez de apenas preencher a composição, participa de sua estrutura.

Essa diversidade fica particularmente evidente quando trabalhos de diferentes períodos são observados em conjunto. O que permanece não é uma fórmula, mas uma maneira de investigar a imagem.

Entre a palavra e a imagem


A produção visual de Luiz Arthur também dialoga diretamente com sua trajetória literária. Escritor e poeta, o artista desenvolve uma obra em que a palavra participa da construção de sentidos e acompanha sua pesquisa nas artes visuais.

Os próprios títulos das séries revelam essa proximidade entre literatura e imagem. “Jardins Imaginários da minha solidão”, “No Mar da minha angústia” e “Minhas artérias estão vivas” acrescentam ao trabalho visual uma dimensão narrativa e subjetiva, sem determinar uma única interpretação para as obras.

Na seleção da exposição, duas obras intituladas “Minhas artérias estão vivas”, da série “Corações Alados”, representam um momento mais recente dessa produção. Ambas são de 2022 e realizadas em técnica mista sobre papel, utilizando nanquim, tinta de caligrafia, aquarela líquida, aquarela em pasta e aguada de acrílica. Embora compartilhem título, técnica e dimensões, são composições distintas.

A presença dessas obras ao lado de trabalhos produzidos desde 2000 permite perceber como determinadas questões permanecem presentes, enquanto suas soluções visuais se modificam ao longo do tempo.

Uma trajetória de 36 anos nas artes visuais


A exposição apresenta apenas um recorte da extensa trajetória de Luiz Arthur Montes Ribeiro. O artista informa possuir 36 anos de atuação nas artes visuais, percurso construído entre a produção artística, a literatura, a educação, a curadoria e a atuação cultural.

Nascido em Ponta Grossa, no Paraná, Luiz Arthur iniciou seus estudos nas artes aos 13 anos, no ateliê do professor Sidney Mariano. Vive e trabalha em Curitiba desde 1980 e possui Aperfeiçoamento em Artes Plásticas pela Faculdade de Artes do Paraná. Ao longo de sua formação, frequentou também diferentes ateliês e espaços dedicados às artes, entre eles o de Ivone Bergamini, o setor de Cerâmica do Museu Alfredo Andersen e o Centro de Ilustração Botânica do Paraná.

As 14 obras selecionadas para “Os Jardins de Luiz Arthur Montes Ribeiro”, portanto, não representam toda essa trajetória. O conjunto oferece ao público uma possibilidade específica de aproximação com sua produção, reunindo trabalhos realizados em diferentes momentos e pertencentes a séries que ajudam a compreender a construção de seu repertório visual.

Entre a natureza observada e a natureza imaginada, entre a pintura e a palavra, a exposição apresenta um artista que desenvolveu ao longo de décadas uma linguagem própria, marcada pela investigação de formas, cores e imagens que continuam a ganhar novas configurações.

Sobre o artista

Luiz Arthur Montes Ribeiro nasceu em Ponta Grossa (PR), em 5 de novembro de 1959, e vive e trabalha em Curitiba desde 1980. Artista visual, escritor, poeta, professor e chef de cozinha, iniciou sua formação artística aos 13 anos, no ateliê do professor Sidney Mariano. Possui Aperfeiçoamento em Artes Plásticas pela Faculdade de Artes do Paraná e frequentou diferentes espaços de formação, entre eles o ateliê de Ivone Bergamini, o setor de Cerâmica do Museu Alfredo Andersen e o Centro de Ilustração Botânica do Paraná.

Sua produção nas artes visuais inclui pintura, aquarela, desenho, objetos e instalações. Ao longo da carreira, expôs em museus, memoriais, centros culturais e galerias em diferentes cidades brasileiras, além de apresentar trabalhos em Madri, na Espanha, e Maputo, em Moçambique.

Entre os reconhecimentos recebidos estão a Medalha de Ouro no Salão Nacional de Artes Hércules Florence, em São Paulo, em 1996, e a Medalha de Prata no Salão Nacional da Sociedade Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 2014. Em junho de 2026, participou do XVI Salão Internacional de Artes Visuais SINAP/AIAP/UNESCO, em São Paulo.

Na literatura, possui 11 livros publicados por editoras do Paraná e de Santa Catarina, com produção voltada à poesia e à educação. É membro efetivo do Centro de Letras do Paraná, onde atua como Diretor de História e Pesquisa, e da Academia Ponta-grossense de Letras e Artes – APLA.

Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná e graduado em Letras Português/Inglês pela Universidade Tuiuti do Paraná, também desenvolveu atuação na área cultural e curatorial. Foi fundador do Fórum de Cultura do Paraná, integrou o Conselho de Cultura e o Conselho de Educação do Paraná e exerceu as funções de Curador Oficial no Centro Cultural Brasil-Espanha e de Curador-Chefe no Espaço de Cultura Brasil-Telecom, em Curitiba. Atualmente, é Diretor Geral do Instituto Montes Ribeiro.

Paco de Assis - Curador

Serviço

Exposição: Os Jardins de Luiz Arthur Montes Ribeiro
Artista: Luiz Arthur Montes Ribeiro
Curadoria: Paco de Assis
Período: 15 de setembro a 16 de outubro de 2026
Vernissage: 14 de setembro de 2026, às 20h
Número de obras: 8

Local: JAM – Japanese Food, Art & Music

Endereço: Rua Bela Cintra, 1929 – São Paulo – SP

Informações: (11) 98571-1766
Site: www.ciaartecultura.com.br

Curadoria: Paco de Assis

Apoio: SINAP-ESP – Sindicato Nacional dos Artistas Plásticos – SP; AIAP – Comitê Nacional Brasileiro da AIAP UNESCO; CBEC – Conselho Brasileiro de Entidades Culturais.

Produção: Cia Arte Cultura Marketing Artístico.

Fonte: Cia Arte Cultura e Portfólio Luiz Arthur Montes Ribeiro.


Ler Detalhes →
10:45

XVIII SALÃO GRACIOSA DE ARTES PLÁSTICAS

 

SALÃO GRACIOSA DE ARTES PLÁSTICAS RETORNA
AO CALENDÁRIO CULTURAL EM 2026



Após mais de uma década, um dos mais importantes salões de arte do Paraná volta a ocupar lugar de destaque na cena cultural.

O presidente do clube, Glaucio Bley Filho, ladeado pelas artistas Ana Lecticia Mansur e Suzana Lobo. Foto Divulgação Graciosa

 

Adormecido desde 2015, o Salão Graciosa de Artes Plásticas retorna ao calendário cultural em 2026, reafirmando sua relevância para a história e para o presente das artes visuais no Paraná. Em sua 18ª edição, o Salão retoma seu papel como espaço de encontro, visibilidade e valorização da produção artística.

Realizado pelo Graciosa Country Club, o evento construiu, ao longo de suas edições, uma trajetória marcada pelo incentivo à criação artística, pela abertura ao diálogo entre diferentes linguagens visuais e pela aproximação entre artistas, críticos, curadores, colecionadores e o público interessado em arte.

Mais do que o retorno de um evento tradicional, a nova edição do Salão Graciosa de Artes Plásticas reafirma o compromisso com o fortalecimento da cena artística paranaense. A iniciativa busca fomentar a produção contemporânea, revelar novos talentos e ampliar o diálogo entre artistas e apreciadores das artes visuais.

O retorno do Salão também reflete o compromisso da atual gestão do Graciosa Country Club com a valorização da cultura. Para o presidente do clube, Glaucio Bley Filho, a retomada do evento representa a continuidade de uma tradição que integra arte, convivência e vida cultural.

“A volta do Salão Graciosa de Artes Plásticas reafirma nosso compromisso com a promoção da arte e com o incentivo à produção artística.Trata-se de uma iniciativa que valoriza a cultura e fortalece o diálogo entre artistas e sociedade”, destaca o presidente.


UMA NOVA ETAPA, ENTRE TRADIÇÃO E CONTEMPORANEIDADE

A retomada do Salão em 2026 nasce de um movimento cuidadoso que valoriza sua história e, ao mesmo tempo, projeta o evento para o futuro.

Figura fundamental na trajetória do Salão, Suzana Lobo, curadora desde as primeiras edições, passa a ocupar o título de Presidente Emérita, permanecendo ligada ao projeto e contribuindo com sua experiência e reconhecida atuação no campo das artes visuais.

Sua presença foi decisiva para consolidar o Salão Graciosa de Artes Plásticas como um espaço de referência para a arte no Paraná. Em reconhecimento à sua dedicação e contribuição contínua à cultura, o título celebra sua trajetória e mantém viva sua ligação com o evento.

A coordenação desta nova etapa conta também com a participação de Ana Lecticia Mansur, profissional com atuação na área cultural e reconhecida pela organização de projetos artísticos e pelo cuidado com os processos curatoriais. Sua atuação reforça o compromisso com a qualidade do Salão, a transparência institucional e o diálogo com a classe artística.


O GRACIOSA E SUA RELAÇÃO COM A CULTURA

Fundado em 14 de julho de 1927, o Graciosa Country Club construiu, ao longo de quase um século de história, uma relação singular com a sociedade curitibana. Reconhecido por sua tradição, elegância e excelência institucional, o clube também se destaca pela promoção de iniciativas culturais que contribuem para o fortalecimento da vida artística da cidade.


APOIO CULTURAL

Nesta edição, o Salão conta com o apoio do empreendimento Arte Batel, projeto que dialoga com valores como estética, arquitetura contemporânea, integração com a natureza e excelência em design. Idealizado pela Víncere Incorporadora, o Arte Batel estabelece uma conexão natural com o universo das artes e com o espírito do Salão.

 Ao retornar ao calendário cultural, o Salão Graciosa de Artes Plásticas reafirma sua vocação como espaço de encontro, reflexão e visibilidade artística, projetando sua história para novas gerações e novos olhares.


SERVIÇO

XVIII SALÃO GRACIOSA DE ARTES PLÁSTICAS

Local: Sede Social do Graciosa Country Club
Endereço: Av. Munhoz da Rocha, 1.146 – Cabral – Curitiba/PR
https://www.graciosa.com.br/evento/salaodeartes/
Inscrições Gratuitas de 1º de abril a 22 de abril


Realização: Graciosa Country Club


Apoio Cultural: Arte Batel e Víncere Incorporadora



Assessoria de Comunicação: Katia Velo – Arte, Cultura e Comunicação

Cel: (41) 9 8408-6452 - E-mail: katiavelo@terra.com.br


Ler Detalhes →
10:09

Instituto Internacional Juarez Machado - 11 Anos de atividades

Instituto Internacional Juarez Machado comemora 11 anos com programação cultural gratuita e exposição de 500 fotos de fãs e amigos com o artista

 

Juares Machado

O Instituto Internacional Juarez Machado celebra seus 11 anos de história com um dia inteiro de arte, cultura e emoção. No dia 29 de novembro, das 9h às 18h, o espaço estará aberto ao público com programação gratuita e diversas atrações culturais que reafirmam o compromisso do Instituto em promover experiências artísticas e fortalecer o diálogo entre arte, educação e cidadania.

 

A manhã será marcada pela abertura da exposição “Juarez e Eu” e pelo lançamento do livro do autor Sergio Stahelin. O evento será uma celebração que une memórias, afetos e a trajetória do artista Juarez Machado. A Exposição Juarez e Eu é o resultado de uma campanha realizada, que mobilizou admiradores do artista. Mais de 500 fotos foram enviadas por pessoas que, em diferentes momentos e lugares, registraram encontros e lembranças ao lado de Juarez Machado.



Edson Busch Machado, irmão do Juarez e presidente de honra do Instituto, e o curador do projeto resume o sentimento do resultado dessa campanha. “E uma generosa, diversificada e sui generis coleção de fotografias. Há fotos do menino Juarez em Joinville, do jovem estudante de arte em Curitiba, da revelação artística nacional no Rio de Janeiro, do pintor maduro em Paris e outras localidades, tudo registrado pelas pessoas que admiram  o artista e respeitam o cidadão Juarez”.


Após um criterioso processo de curadoria, essas imagens foram selecionadas e agora ganham forma em uma emocionante exposição no Instituto, em Joinville. A abertura oficial acontece às 10h, com recepção musical ao som de piano, interpretando clássicos da música francesa, criando o clima perfeito para essa celebração da arte e da amizade. Na sequência, um concerto de piano e violino com o Duo Instrumental Piano e Violino, formado pelas musicistas Fabrícia Piva e Madona Feo, promete emocionar o público com uma combinação de virtuosidade e sensibilidade.

]

Ainda pela manhã, 11hs, o lançamento dos livros  O Menino que Semeava Ipês, de Sérgio Stähelin e Desenhando Versos, de Sérgio Stähelin e Clarmi Regis.


No período da tarde, o Instituto abre suas portas para o Projeto “Juarez de Portas Abertas”, uma iniciativa incentivada pela PNAB Municipal – Política Nacional de Cultura Viva, que convida o público a viver a arte em diferentes linguagens.


A programação começa às 14h, com a exibição do documentário “Luiz Telles – Artista do Amanhã”. Às 14h30, o público poderá prestigiar apresentações de dança do Centro de Dança e Pesquisa Fernando Lima.


Em seguida, às 15h, acontece uma palestra sobre técnicas de arte com os artistas Irmãos Feitosa e Edson Machado, seguida por uma roda de conversa com artistas locais convidados. Encerrando o dia, às 16h, uma apresentação musical de jazz com Rafa Vieira e Banda promete encantar o público com improviso, ritmo e energia.

Com entrada gratuita, o evento é um convite à celebração coletiva da arte e da trajetória de um dos mais importantes artistas catarinenses. A programação busca aproximar o público do Instituto e transformar o espaço em um ponto de encontro entre artistas, estudantes e admiradores da cultura.



Serviço:

O quê: Comemoração de 11 anos do Instituto Internacional Juarez Machado

Quando: 29 de novembro de 2025, das 9h às 18h

Onde: Instituto Internacional Juarez Machado – Joinville (SC)

Programação:

10h: Abertura da exposição “Juarez e Eu”

10h30: Cerimonial e concerto com o Duo Instrumental Piano e Violino

11h: Lançamento de livros

O MENINO QUE SEMEAVA IPÊS - Sérgio Stähelin

DESENHANDO VERSOS -

Sérgio Stähelin e Clarmi Regis

14h: Exibição do documentário “Luiz Telles – Artista do Amanhã”

14h30: Apresentação de dança – Centro de Dança e Pesquisa Fernando Lima

15h: Palestra “Técnicas de Arte” com Irmãos Feitosa e Edson Machado + roda de conversa com artistas locais

16h: Apresentação musical de jazz com Rafa Vieira e Banda

Entrada: Gratuita 

Ler Detalhes →
19:18

Três olhares sobre a arte


Três olhares sobre a arte

 Exposição de artes plásticas reúne obras expressivas de três artistas paranaenses no Memorial Árabe de Curitiba, a partir de 11 de outubro.


Clau Guimarães, Claudete Farhat e Nori Roseira apresentam seus mais recentes trabalhos em desenho, aquarela e acrílica no Memorial Árabe de Curitiba – Farol do Saber Khalil Gibran Khalil, a partir do sábado, dia 11 de outubro.

 

Clau Guimarães

Clau Guimarães, (Claudia Guimarães Pinto), ponta-grossense, vive e trabalha em Curitiba. É graduada em Arquitetura pela Universidade Federal do Paraná e Especialista em Paisagismo pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Frequentou cursos e ateliês em Curitiba, entre eles Composição com Ives Fontoura, Pintura com Luis Carlos de Andrade e Lima, Aldo Massuda e Luiz Lavalle. Desenho da Figura Humana com Leila Pugnaloni; Aquarela com João Paulo de Carvalho e pintura com Luis Lavalle. Participou do Grupo Croquis Urbanos de Curitiba, e participa dos grupos UrbanSketchers e USKOFFE.

Em sua trajetória artística participou de várias exposições coletivas no Museu Paranaense, Museu Guido Viaro, Museu Alfredo Andersen, Memorial de Curitiba, Museu Egípcio e Espaço Cultural Interamericano.

Para esta mostra a artista apresenta uma coleção de desenhos em grafite e nanquim com pintura em aquarela. Segundo Clau Guimarães “É um desenho de observação feito no local. Ao desenhar em tempo real é como se estivesse lendo o objeto a ser desenhado.”

Com traços fortes e determinados a artista utiliza-se do desenho, pintando-o na técnica de aquarela num exuberante colorido de sua própria linguagem. A obra “Visto do Largo da Ordem” nos coloca dentro daquele cenário, tão bem representado por Clau Guimarães.

Vista para o Largo da Ordem 
Grafite e aquarela sobre papel Montval 300g  -  26 X 35 cm


Sobre a técnica em aquarela:

A técnica em aquarela, aqui enfatizada na obra da artista, remonta a antiguidade, Século II a. C. sendo o consenso dos historiadores e estudiosos da arte. Torna-se popular no ocidente a partir do século XVII com as expedições europeias conquistadoras.

No Brasil sua popularidade acontece com a chegada da Missão Francesa, em 1816, na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. A chegada dessa Missão se deve ao convite de D. João VI a um grupo de artistas, intelectuais e arquitetos franceses que chegam ao nosso país para implantar o estilo neoclássico e fundar a Academia Imperial de Belas Artes.

 

Claudete Farhat

Claudete Farhat, (Claudete Farhat Zanetti), ponta-grossense, vive e trabalha em Curitiba. Graduou-se em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Estadual de Ponta Grossa. É membro efetivo da Academia Ponta-grossense de Letras e Artes e do Centro de Letras do Paraná.

No Museu Alfredo Andersen recebeu orientação de Ronald Simom e Luis Lavalle. Frequentou o Projeto Viva+PUC sob a orientação do professor e artista visual João Carneiro. Participa da comunidade do artista Sérgio Finguermann.

Participou de exposições coletivas no Museu Egípcio; Museu Alfredo Andersen; Espaço Cultural SFC179; Casa Carbono Cult; Instituto Mirtillo Trombini e Instituto Montes Ribeiro.

Sua obra “Faces de um martírio” foi classificada em segundo lugar no Concurso Corina Portugal em Ponta Grossa. Em 2023, naquela mesma cidade, apresentou a exposição “Fragmentos” em homenagem aos 200 anos do município.

Para esta mostra a artista apresenta obras na técnica em tinta acrílica numa exuberante flora dos seus jardins como “Flor de Sol”, jabuticabeiras e orquídeas. Na obra denominada “Verde Imaginário” ela explora, com maestria, a sua criatividade com flores, plantas e aves do nosso país.

A sensibilidade aflorada e expressa em suas obras nos transmite o belo e o criativo mundo feminino da arte em uma paleta de cores pertinentes à proposta, e nos faz acreditar que o seu saber-fazer supera a técnica.

A aura do conjunto de obras de Claudete Farhat se distingue dos demais artistas, assim sendo essa aura confere autenticidade e autoridade sobre a deferida produção artística.

Verde Imaginário
Tinta acrílica e colagem sobre tela
30 x 120 cm   2024


Sobre a técnica em tinta acrílica:

A partir do final da 2ª Grande Guerra Mundial a humanidade recebe consideráveis modificações, novos materiais e novas tecnologias surpreendentes a todos.

Na década de 1950, Otto Röhm, químico, e seu sócio Otto Hass projetam e introduzem no mercado a primeira emulsão de acrílica. Segundo historiadores, a partir de 1955 as primeiras tintas acrílicas à base de água são comercializadas.

A tinta acrílica é usada em larga escala pelos artistas uma vez que ela é solúvel em água, longa duração, impermeável e de rápida secagem. Esta tinta é comercializada no Brasil a partir década de 1960.



Nori Roseira

Nori Roseira, (Norimar do Rocio Roseira e Souza), campo-larguense, vive e trabalha em Curitiba. Pedagoga, atuou no Ensino Fundamental e é pós graduou-se em Gestão Pública.

Frequenta o Ateliê do Museu Casa Alfredo Andersen com orientação de Luis Lavalle nas técnicas de acrílica e óleo sobre tela.

Participa do Projeto Viva + PUC, com o professor e artista João Carneiro nas técnicas de aquarela e acrílica.

Participou de várias exposições coletivas, entre elas no MCAA; Espaço de Arte Francis Bacon; Instituto Mirtillo Trombini; SFCO 179; Museu Guido Viaro; Carbono Cult e Museu de Arte PUCPR.

Artista de relevada expressão, para esta mostra apresenta obras em tinta acrílica sobre tela denominadas “Vitrais”.

Com desenvoltura e fazer ímpar a artista cria seus encantadores vitrais em tela. luz, sombra, perspectivas, transparências e traços únicos, suas obras são um deleite para os nossos olhas.

A obra “Rosácea”, desta mostra, é de expressão única, na qual a transparência é o ponto alto – é um “vitral”.

Rosácea
Tinta acrílica sobre tela  -  70 x 70  


Sobre a técnica de vitral

O vitral é uma vidraça feita de pedações de vidros coloridos. Estes são unidos por diversos materiais tais como metal, gesso ou madeira, que em sua maioria formam figuras, recriam cenas e ornamentos.

A técnica remonta a antiguidade. Se por um lado ela projeta efeitos belíssimos produzidos pela entrada da luz solar no interior dos ambientes,

por outro, a obra em si dos vitrais é contemplativa no que concerne ao seu propósito, ou seja, é uma escultura cravada em portas, janelas e tetos, principalmente, em igrejas.

Atualmente ela passa a embelezar as mais distintas edificações.

 

Serviço:

O quê? – Exposição “Três olhares sobre a arte”

Quem são as artistas? – Clau Guimarães, Claudete Farhat e Nori Roseira

Onde? – Memorial Árabe de Curitiba – Farol do Saber Khalil Gibran Khalil

Endereço: Avenida João Gualberto, 141 – Curitiba

Abertura: 11 de outubro, das 9h30 às 12h30

Período de visitação: de 13 de outubro a 29 de novembro de 2025, de 2ª a 6ª feira das 8h30 às 11h30, e sábados das 9h30 às 12h30, com entrada gratuita

Demais informações: (41) 3324-2456 

Ler Detalhes →
09:55

Homenagem aos 100 anos de Dalton Trevisan - Sebo do Joaquim



 

furos 1a

 

SEBO DO JOAQUIM - Instalação

Autor: Sérgio Monteiro de Almeida

Local: Galeria Ricardo Krieger

Studio R. Krieger, Arcadas de São Francisco

Largo da Ordem, Curitiba, PR

Dia 14 a 21 de setembro, a partir de 10:00

 

Esse trabalho é bastante amplo e conceitual.

É uma instalação sítio específica, intervenção urbana e performance. O próprio cartaz/folder com o texto já é a obra de arte.

1. Aparentemente é uma simples venda de livros e objetos usados. Porém a primeira camada é referente aos 100 anos do Dalton Trevisan e a sua revista modernista O Joaquim.

2. A segunda é a especulação em torno do nome da revista Joaquim e questões da minha família. Isso é discutido no texto no verso do cartaz. Meu bisavô era Joaquim Gonçalves da Motta, avô de Erasmo Pilotto.

3. A terceira camada são os livros e objetos que fazem parte da instalação que tem relação com a revista Joaquim e com minha família. Todos os objetos são acervo de família.

4. A quarta camada diz respeito ao conteúdo e discussão em torno de cada livro e imagens presentes na instalação.

5. Agora na instalação na Galeria Ricardo Krieger eu vou me apropriar de obras gráficas de artistas que ilustraram a revista Joaquim e fazem parte do acervo da galeria e acervo pessoal, como Guido Viaro, Renina Katz, Nilo Previdi, Di Cavalcanti, além da apropriação de livros.

Ao contrário do que pode parecer não se trata simplesmente de um sebo de rua, existe uma carga emocional e uma ligação com a história familiar do autor, tanto em relação ao nome Joaquim (seu bisavô, pai e irmão), como das peças selecionadas para compor o sebo. É um trabalho com apropriação de várias peças principalmente livros que por si só contam uma história, nesta instalação sítio especifica que faz parte da intervenção urbana, estes livros e objetos são colocados em um contexto que faz parte da história familiar e pessoal do autor. Nenhum objeto presente na instalação foi adquirido para tal, eles já faziam parte do acervo do autor.


Intervenção urbana /Instalação sítio-específica/ ação não autorizada

Trata-se de um sebo de rua real, instalado na calçada. A instalação/ação foi criada especialmente para o local, em frente à Casa do escritor Dalton Trevisan, interagem com esse local de maneira intrínseca

Todas as peças selecionadas são do acervo pessoal e peças de família, pertencentes à coleção do artista visual Sérgio Monteiro de Almeida. Algumas estarão à venda.

A inspiração surgiu, logo após a pandemia, quando o autor observou um morador de rua que colocou alguns livros a venda em frente ao Guairinha na rua XV de Novembro. Chamou a atenção ao aspecto estético, logo surgiu a ideia de colocar um sebo de rua em frente à casa de Dalton Trevisan. O projeto não foi realizado antes, por respeito ao escritor que era bastante reservado e recluso em sua casa.

O autor decidiu realizar o projeto em homenagem aos 100 anos de Dalton Trevisan, que faleceu em 2024. Também em homenagem à Revista Joaquim e aos seus parentes:  Joaquim Tobias de Todos os Santos Motta de Almeida (seu pai), Joaquim Tobias Monteiro de Almeida (irmão) e Erasmo Pilloto (primo).

 

Descrição

Tapete plástico de 160X87 cm, colocado na calçada em frente à Casa do escritor Dalton Trevisan esquina da rua Ubaldino do Amaral com a rua Amintas de Barros, Alto da Glória, Curitiba, PR.

Sobre o tapete são dispostos livros, revistas, postais e outros artigos comumente encontrados em sebos.

Encostado na parede da casa, displays de propaganda de perfumes, propagandas antigas também são artigos encontradas em sebos. O mais alto tem 90 cm e os outros dois 80 com. Abaixo da janela e acima destes displays ficará colado na parede da casa o cartaz com fundo vermelho com 29 X 42cm PAGUE O VALOR QUE CONSIDERAR JUSTO

A maioria dos objetos que fazem parte dessa instalação são acervo familiar. O que traz um significado pessoal e carga emocional bastante importante ao trabalho. Não é apenas uma feirinha (sebo) de livros e revistas usados, como pode parecer no primeiro momento.

Livros obras completas de Erasmo Pilotto (vol I e II) com dedicatória para Sérgio Monteiro de Almeida (SMA), livro sobre cultura grega e livros de arte (Mestres da Pintura) presenteados por Erasmo Pilotto a SMA. Livros de contos de Dalton Trevisan, Livro de poemas de Carlos Drummond de Andrade (pertenceu a Joaquim Tobias Monteiro de Almeida, irmão de SMA), Drummond colaborou com a revista Joaquim, inclusive o poema “Caso do Vestido” foi publicado inicialmente na revista. Livro de Temístocles Linhares (livro que pertenceu a Joaquim Tobias Motta de Almeida, pai de SMA e primo de Erasmo Pilotto).

Livros sobre a obra de ilustradores da revista Joaquim: livro de gravuras de Guido Viaro Viaro (Orlando da Silva, 1992), algumas gravuras presentes no livro, em zincografia, ilustraram a revista, inclusive a gravura que representa um Dia de chuva, reproduzida no livro, foi presente de Erasmo Pilotto a SMA. Livros sobre Poty e folders de suas exposições, livro Teoria da arte de Faiga Ostrower, livros sobre Candido Portinari e de seus (presente de Aglair de Almeida Hornos a SMA, ela era prima em primeiro grau de Erasmo Pilotto e segundo ele a maior conhecedora de sua teoria em pedagogia infantil).

De autoria de Sérgio Monteiro de Almeida serão expostos poemas visuais, fotos de intervenções urbanas em Curitiba, Paris e Nova York, fotos da intervenção urbana/ livro de artista em Curitiba “Livro Esquecido”, poemas objetos, postal com o poema visual (EU) NI/IN VERSO. Foram criados especialmente para essa intervenção poemas visuais da série cortes- furos, com a apropriação e intervenções na capa da revista Joaquim, n14, com ilustração de Yllen Kerr, sobre fundo provavelmente de Candido.

Panfletos (hand outs) de autoria de Sérgio Monteiro de Almeida “Como fazer um ser humano (versões em português e yoruba) e cartaz/folder do Sebo do Joaquim com o texto no verso “Uma família de Joaquins - Especulações em torno do nome Joaquim” de autoria de Sérgio Monteiro de Almeida

Serão dispostos alguns objetos relacionados com anunciantes na revista Joaquim, como caixa de madeira do Mate Leão da década de 50 (pertencente a SMA desde infância e usada como porta objetos), vidro de compota da cristaleira Trevisan (década de 40, o autor SMA trouxe da casa de seu avô materno em Corupá, SC). Estes objetos vão abrigar artigos do sebo como postais (coleção de SMA da sua família), colecionáveis. Além de CDS.

Os displays de propaganda de perfumes foram coletados por Sérgio Monteiro de Almeida, que trabalha com apropriação e intervenção em propagandas, sendo bastante difundida sua série de poemas visuais “Santos Contemporâneos”.

O cartaz PAGUE O VALOR QUE CONSIDERAR JUSTO dá o tom anticonsumo do trabalho. Inspirado nas lojas criadas nos anos 60 nos USA, pelo subgrupo The Diggers, parte do movimento contracultura hippie. Nestas lojas os objetos eram trocados ou mesmo levados sem pagamento. Seu objetivo era criar uma sociedade alternativa, livre de dinheiro e capitalismo. 


Cartaz/ Folder de propaganda do Sebo do Joaquim. Já é uma intervenção urbana, distribuído e colado em postes e locais de Curitiba, como uma propaganda de sebos de rua. Esse folder com o texto Uma família de Joaquins - Especulações em torno do nome Joaquim. É em si o registro da ação e uma obra de arte. O texto mostra o racional do trabalho e as relações familiares do autor.


O local foi escolhido por ser a casa onde o escritor Dalton Trevisan viveu por 68 de seus 99 anos, foi construída no final da década de 1920.

 

O autor Sérgio Monteiro de Almeida (Curitiba, 1964), bisneto de Joaquim Gonçalves da Motta, filho e irmão de Joaquins e primo de Erasmo Pilotto. 

Sempre foi frequentador de sebos e feiras de antiguidade. Artista conceitual e poeta, pioneiro da poesia visual e expandida no Paraná. Publicou em revistas de poesia experimental nacionais e internacionais. É autor dos livros de artista Sérgio Monteiro de Almeida (Brasil, 2007), VAZIO (livro eletrônico, poesia visual, Espanha, 2009), (EU) NI/IN VERSO (antologia de poemas cinéticos, Brasil, 2023) e História do Ovo (literatura infantil, ainda inédito). Fez várias exposições individuais. Participou da 51° e 53° Bienal de Veneza (curadoria de Caterina Davinio, 2005 e 2009, Itália). 

 







Ler Detalhes →