Instituto Montes Ribeiro

A Trajetória de Luiz Arthur Montes Ribeiro

Luiz Arthur Montes Ribeiro

Luiz Arthur Montes Ribeiro nasceu em 5 de novembro de 1959, na cidade de Ponta Grossa, no Paraná. Vive e desenvolve seu trabalho artístico em Curitiba desde 1980.

Seu percurso nas artes teve início precocemente, aos 13 anos, sob a tutela do Mestre Sydnei Mariano em sua cidade natal. Hoje, somando mais de três décadas de uma sólida carreira profissional, Luiz Arthur possui Aperfeiçoamento em Artes Plásticas pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP).

"Em sua contínua busca pela excelência técnica e estética, o artista frequentou ateliês de grande renome para moldar a sua sensibilidade."

Aprofundou-se no estudo da figura humana com Maria Ivone Bergamini, dedicou-se à cerâmica no Museu Alfredo Andersen e refinou seus traços no Centro de Ilustração Botânica do Paraná.

Sua sensibilidade, no entanto, não se restringe às telas. Luiz Arthur transita com maestria pela literatura e já ilustrou quatro de seus próprios livros de poesia. Atualmente, além de sua produção artística contínua, é galerista e proprietário da Montes Ribeiro Galeria de Arte, um importante espaço de fomento cultural sediado em Curitiba.

Exposições e Reconhecimento

Com mais de 36 anos de experiência e amplo reconhecimento no circuito das artes plásticas, Luiz Arthur Montes Ribeiro possui um portfólio internacional. Já expôs suas obras em diversos museus de prestígio no Brasil e no exterior, com destaque para mostras realizadas em Madri (Espanha) e em Maputo (Moçambique).

  • 2026
    Participação de Destaque
    XVI Salão Internacional de Artes Visuais SINAP / AIAP / UNESCO (São Paulo, SP).
  • 2014
    Medalha de Prata
    Salão Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro, RJ).
  • 1996
    Medalha de Ouro
    Salão Nacional de Belas Artes Hércules Florence (São Paulo, SP).

Críticas & Imprensa

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"Os Jardins de Luiz Arthur Montes Ribeiro

OS JARDINS DE 
LUIZ ARTHUR MONTES RIBEIRO


OS JARDINS DE LUIZ ARTHUR MONTES RIBEIRO REÚNE 8 OBRAS EM EXPOSIÇÃO EM SÃO PAULO

Com curadoria de Paco de Assis, mostra apresenta diferentes momentos da produção do artista visual paranaense, em um percurso entre natureza, imaginação, cor e poesia

São Paulo recebe, de 15 de setembro a 16 de outubro de 2026, a exposição “Os Jardins de Luiz Arthur Montes Ribeiro”, individual do artista visual, escritor e poeta paranaense Luiz Arthur Montes Ribeiro. Com curadoria de Paco de Assis, a mostra será realizada no JAM – Japanese Food, Art & Music, na Rua Bela Cintra, reunindo 8 obras.

O período de visitação é de 15 de setembro a 16 de outubro.

A seleção reúne trabalhos de diferentes séries e momentos da produção do artista, colocando em diálogo pinturas e obras sobre papel e revelando a permanência de determinados elementos em sua pesquisa visual.

Jardins, árvores, borboletas, peixes e formas orgânicas aparecem em diferentes configurações, técnicas e dimensões. Mais do que representar a natureza, Luiz Arthur a utiliza como matéria para construir um universo próprio, no qual a forma, a cor e a imaginação assumem papel fundamental.

O jardim como espaço de imaginação


A série “Jardins Imaginários da minha solidão” estabelece uma relação direta com o título da exposição e ocupa lugar significativo no conjunto apresentado. Nesses trabalhos, o jardim deixa de ser apenas uma paisagem para se tornar um espaço imaginado, construído a partir de experiências, formas e associações pessoais.

Integram essa série “Jardim Imaginário I”, realizado entre 2010 e 2014, “Jardim Imaginário XII”, de 2014, e os polípticos “Jardim Imaginário da minha solidão 33” e “Jardim Imaginário da minha solidão 33”, também de 2014. As obras apresentam diferentes soluções para uma mesma investigação, passando pela pintura de grandes dimensões e pela aquarela sobre papel.

A ideia de jardim, nesse contexto, não se limita ao que é observado no mundo exterior. Ela abre espaço para uma paisagem construída pela imaginação, na qual elementos naturais podem assumir novas proporções, formas e significados.

Natureza transformada em linguagem

Essa relação com o mundo natural se estende a outras séries presentes na exposição.

Em “Borboletas Aladas”, a borboleta aparece como elemento de grande força visual. “Borboleta Fêmea”, de 2000, possui 193 x 184 cm e é realizada em acrílica sobre tela. Já “Mariposa I” e “Mariposa II”, ambas de 2021, apresentam 100 x 100 cm e ampliam a investigação da forma em composições marcadas pela presença da cor.

O peixe surge em “Peixe I”, da série “No Mar da minha angústia”, de 2005, realizado em técnica mista sobre tela. Em “Transição”, aparece novamente em “Peixe 4”, ao lado de “Árvore 3”, ambos de 2018 e realizados em acrílica sobre tela.

O interesse está justamente nessas transformações. Os elementos naturais permanecem reconhecíveis, mas deixam de cumprir uma função meramente descritiva. São reorganizados pelo artista e passam a participar da construção de uma linguagem visual própria.

Cor, matéria e diferentes possibilidades da imagem


A exposição também evidencia a diversidade de procedimentos utilizados por Luiz Arthur. O conjunto reúne obras em acrílica sobre tela, técnicas mistas e aquarelas sobre papel, permitindo observar como o artista adapta sua linguagem a diferentes suportes e materiais.

A cor tem papel decisivo nesse processo. Ela organiza os espaços, define relações entre as formas e contribui para a sensação de movimento presente em diversas obras. Em vez de apenas preencher a composição, participa de sua estrutura.

Essa diversidade fica particularmente evidente quando trabalhos de diferentes períodos são observados em conjunto. O que permanece não é uma fórmula, mas uma maneira de investigar a imagem.

Entre a palavra e a imagem


A produção visual de Luiz Arthur também dialoga diretamente com sua trajetória literária. Escritor e poeta, o artista desenvolve uma obra em que a palavra participa da construção de sentidos e acompanha sua pesquisa nas artes visuais.

Os próprios títulos das séries revelam essa proximidade entre literatura e imagem. “Jardins Imaginários da minha solidão”, “No Mar da minha angústia” e “Minhas artérias estão vivas” acrescentam ao trabalho visual uma dimensão narrativa e subjetiva, sem determinar uma única interpretação para as obras.

Na seleção da exposição, duas obras intituladas “Minhas artérias estão vivas”, da série “Corações Alados”, representam um momento mais recente dessa produção. Ambas são de 2022 e realizadas em técnica mista sobre papel, utilizando nanquim, tinta de caligrafia, aquarela líquida, aquarela em pasta e aguada de acrílica. Embora compartilhem título, técnica e dimensões, são composições distintas.

A presença dessas obras ao lado de trabalhos produzidos desde 2000 permite perceber como determinadas questões permanecem presentes, enquanto suas soluções visuais se modificam ao longo do tempo.

Uma trajetória de 36 anos nas artes visuais


A exposição apresenta apenas um recorte da extensa trajetória de Luiz Arthur Montes Ribeiro. O artista informa possuir 36 anos de atuação nas artes visuais, percurso construído entre a produção artística, a literatura, a educação, a curadoria e a atuação cultural.

Nascido em Ponta Grossa, no Paraná, Luiz Arthur iniciou seus estudos nas artes aos 13 anos, no ateliê do professor Sidney Mariano. Vive e trabalha em Curitiba desde 1980 e possui Aperfeiçoamento em Artes Plásticas pela Faculdade de Artes do Paraná. Ao longo de sua formação, frequentou também diferentes ateliês e espaços dedicados às artes, entre eles o de Ivone Bergamini, o setor de Cerâmica do Museu Alfredo Andersen e o Centro de Ilustração Botânica do Paraná.

As 14 obras selecionadas para “Os Jardins de Luiz Arthur Montes Ribeiro”, portanto, não representam toda essa trajetória. O conjunto oferece ao público uma possibilidade específica de aproximação com sua produção, reunindo trabalhos realizados em diferentes momentos e pertencentes a séries que ajudam a compreender a construção de seu repertório visual.

Entre a natureza observada e a natureza imaginada, entre a pintura e a palavra, a exposição apresenta um artista que desenvolveu ao longo de décadas uma linguagem própria, marcada pela investigação de formas, cores e imagens que continuam a ganhar novas configurações.

Sobre o artista

Luiz Arthur Montes Ribeiro nasceu em Ponta Grossa (PR), em 5 de novembro de 1959, e vive e trabalha em Curitiba desde 1980. Artista visual, escritor, poeta, professor e chef de cozinha, iniciou sua formação artística aos 13 anos, no ateliê do professor Sidney Mariano. Possui Aperfeiçoamento em Artes Plásticas pela Faculdade de Artes do Paraná e frequentou diferentes espaços de formação, entre eles o ateliê de Ivone Bergamini, o setor de Cerâmica do Museu Alfredo Andersen e o Centro de Ilustração Botânica do Paraná.

Sua produção nas artes visuais inclui pintura, aquarela, desenho, objetos e instalações. Ao longo da carreira, expôs em museus, memoriais, centros culturais e galerias em diferentes cidades brasileiras, além de apresentar trabalhos em Madri, na Espanha, e Maputo, em Moçambique.

Entre os reconhecimentos recebidos estão a Medalha de Ouro no Salão Nacional de Artes Hércules Florence, em São Paulo, em 1996, e a Medalha de Prata no Salão Nacional da Sociedade Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em 2014. Em junho de 2026, participou do XVI Salão Internacional de Artes Visuais SINAP/AIAP/UNESCO, em São Paulo.

Na literatura, possui 11 livros publicados por editoras do Paraná e de Santa Catarina, com produção voltada à poesia e à educação. É membro efetivo do Centro de Letras do Paraná, onde atua como Diretor de História e Pesquisa, e da Academia Ponta-grossense de Letras e Artes – APLA.

Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná e graduado em Letras Português/Inglês pela Universidade Tuiuti do Paraná, também desenvolveu atuação na área cultural e curatorial. Foi fundador do Fórum de Cultura do Paraná, integrou o Conselho de Cultura e o Conselho de Educação do Paraná e exerceu as funções de Curador Oficial no Centro Cultural Brasil-Espanha e de Curador-Chefe no Espaço de Cultura Brasil-Telecom, em Curitiba. Atualmente, é Diretor Geral do Instituto Montes Ribeiro.

Paco de Assis - Curador

Serviço

Exposição: Os Jardins de Luiz Arthur Montes Ribeiro
Artista: Luiz Arthur Montes Ribeiro
Curadoria: Paco de Assis
Período: 15 de setembro a 16 de outubro de 2026
Vernissage: 14 de setembro de 2026, às 20h
Número de obras: 8

Local: JAM – Japanese Food, Art & Music

Endereço: Rua Bela Cintra, 1929 – São Paulo – SP

Informações: (11) 98571-1766
Site: www.ciaartecultura.com.br

Curadoria: Paco de Assis

Apoio: SINAP-ESP – Sindicato Nacional dos Artistas Plásticos – SP; AIAP – Comitê Nacional Brasileiro da AIAP UNESCO; CBEC – Conselho Brasileiro de Entidades Culturais.

Produção: Cia Arte Cultura Marketing Artístico.

Fonte: Cia Arte Cultura e Portfólio Luiz Arthur Montes Ribeiro.


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