OS JARDINS DE LUIZ ARTHUR MONTES RIBEIRO REÚNE 8 OBRAS EM
EXPOSIÇÃO EM SÃO PAULO
Com curadoria de Paco de Assis, mostra apresenta
diferentes momentos da produção do artista visual paranaense, em um percurso
entre natureza, imaginação, cor e poesia
São Paulo recebe, de 15 de setembro a 16 de outubro de 2026, a exposição “Os Jardins de Luiz Arthur Montes Ribeiro”, individual do artista visual, escritor e poeta paranaense Luiz Arthur Montes Ribeiro. Com curadoria de Paco de Assis, a mostra será realizada no JAM – Japanese Food, Art & Music, na Rua Bela Cintra, reunindo 8 obras.
O período de visitação é de 15 de setembro a 16 de outubro.
A seleção reúne trabalhos de diferentes séries e momentos da
produção do artista, colocando em diálogo pinturas e obras sobre papel e
revelando a permanência de determinados elementos em sua pesquisa visual.
Jardins, árvores, borboletas, peixes e formas orgânicas
aparecem em diferentes configurações, técnicas e dimensões. Mais do que
representar a natureza, Luiz Arthur a utiliza como matéria para construir um
universo próprio, no qual a forma, a cor e a imaginação assumem papel
fundamental.
O jardim como espaço de imaginação
Integram essa série “Jardim Imaginário I”, realizado entre
2010 e 2014, “Jardim Imaginário XII”, de 2014, e os polípticos “Jardim
Imaginário da minha solidão 33” e “Jardim Imaginário da minha solidão 33”,
também de 2014. As obras apresentam diferentes soluções para uma mesma
investigação, passando pela pintura de grandes dimensões e pela aquarela sobre
papel.
A ideia de jardim, nesse contexto, não se limita ao que é
observado no mundo exterior. Ela abre espaço para uma paisagem construída pela
imaginação, na qual elementos naturais podem assumir novas proporções, formas e
significados.
Natureza transformada em linguagem
Essa relação com o mundo natural se estende a outras séries presentes na exposição.
Em “Borboletas Aladas”, a borboleta aparece como elemento de
grande força visual. “Borboleta Fêmea”, de 2000, possui 193 x 184 cm e é
realizada em acrílica sobre tela. Já “Mariposa I” e “Mariposa II”, ambas de
2021, apresentam 100 x 100 cm e ampliam a investigação da forma em composições
marcadas pela presença da cor.
O peixe surge em “Peixe I”, da série “No Mar da minha
angústia”, de 2005, realizado em técnica mista sobre tela. Em “Transição”,
aparece novamente em “Peixe 4”, ao lado de “Árvore 3”, ambos de 2018 e
realizados em acrílica sobre tela.
O interesse está justamente nessas transformações. Os
elementos naturais permanecem reconhecíveis, mas deixam de cumprir uma função
meramente descritiva. São reorganizados pelo artista e passam a participar da
construção de uma linguagem visual própria.
Cor, matéria e diferentes possibilidades da imagem
A cor tem papel decisivo nesse processo. Ela organiza os
espaços, define relações entre as formas e contribui para a sensação de
movimento presente em diversas obras. Em vez de apenas preencher a composição,
participa de sua estrutura.
Essa diversidade fica particularmente evidente quando
trabalhos de diferentes períodos são observados em conjunto. O que permanece
não é uma fórmula, mas uma maneira de investigar a imagem.
Entre a palavra e a imagem
Os próprios títulos das séries revelam essa proximidade
entre literatura e imagem. “Jardins Imaginários da minha solidão”, “No Mar da
minha angústia” e “Minhas artérias estão vivas” acrescentam ao trabalho visual
uma dimensão narrativa e subjetiva, sem determinar uma única interpretação para
as obras.
Na seleção da exposição, duas obras intituladas “Minhas
artérias estão vivas”, da série “Corações Alados”, representam um momento mais
recente dessa produção. Ambas são de 2022 e realizadas em técnica mista sobre
papel, utilizando nanquim, tinta de caligrafia, aquarela líquida, aquarela em
pasta e aguada de acrílica. Embora compartilhem título, técnica e dimensões,
são composições distintas.
A presença dessas obras ao lado de trabalhos produzidos
desde 2000 permite perceber como determinadas questões permanecem presentes,
enquanto suas soluções visuais se modificam ao longo do tempo.
Uma trajetória de 36 anos nas artes visuais
A exposição apresenta apenas um recorte da extensa trajetória de Luiz Arthur Montes Ribeiro. O artista informa possuir 36 anos de atuação nas artes visuais, percurso construído entre a produção artística, a literatura, a educação, a curadoria e a atuação cultural.
Nascido em Ponta Grossa, no Paraná, Luiz Arthur iniciou seus
estudos nas artes aos 13 anos, no ateliê do professor Sidney Mariano. Vive e
trabalha em Curitiba desde 1980 e possui Aperfeiçoamento em Artes Plásticas
pela Faculdade de Artes do Paraná. Ao longo de sua formação, frequentou também
diferentes ateliês e espaços dedicados às artes, entre eles o de Ivone
Bergamini, o setor de Cerâmica do Museu Alfredo Andersen e o Centro de
Ilustração Botânica do Paraná.
As 14 obras selecionadas para “Os Jardins de Luiz Arthur
Montes Ribeiro”, portanto, não representam toda essa trajetória. O conjunto
oferece ao público uma possibilidade específica de aproximação com sua
produção, reunindo trabalhos realizados em diferentes momentos e pertencentes a
séries que ajudam a compreender a construção de seu repertório visual.
Entre a natureza observada e a natureza imaginada, entre a
pintura e a palavra, a exposição apresenta um artista que desenvolveu ao longo
de décadas uma linguagem própria, marcada pela investigação de formas, cores e
imagens que continuam a ganhar novas configurações.
Sobre o artista
Luiz Arthur Montes Ribeiro nasceu em Ponta Grossa (PR), em 5
de novembro de 1959, e vive e trabalha em Curitiba desde 1980. Artista visual,
escritor, poeta, professor e chef de cozinha, iniciou sua formação artística
aos 13 anos, no ateliê do professor Sidney Mariano. Possui Aperfeiçoamento em
Artes Plásticas pela Faculdade de Artes do Paraná e frequentou diferentes
espaços de formação, entre eles o ateliê de Ivone Bergamini, o setor de
Cerâmica do Museu Alfredo Andersen e o Centro de Ilustração Botânica do Paraná.
Sua produção nas artes visuais inclui pintura, aquarela,
desenho, objetos e instalações. Ao longo da carreira, expôs em museus,
memoriais, centros culturais e galerias em diferentes cidades brasileiras, além
de apresentar trabalhos em Madri, na Espanha, e Maputo, em Moçambique.
Entre os reconhecimentos recebidos estão a Medalha de Ouro
no Salão Nacional de Artes Hércules Florence, em São Paulo, em 1996, e a
Medalha de Prata no Salão Nacional da Sociedade Nacional de Belas Artes, no Rio
de Janeiro, em 2014. Em junho de 2026, participou do XVI Salão Internacional de
Artes Visuais SINAP/AIAP/UNESCO, em São Paulo.
Na literatura, possui 11 livros publicados por editoras do
Paraná e de Santa Catarina, com produção voltada à poesia e à educação. É
membro efetivo do Centro de Letras do Paraná, onde atua como Diretor de
História e Pesquisa, e da Academia Ponta-grossense de Letras e Artes – APLA.
Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do
Paraná e graduado em Letras Português/Inglês pela Universidade Tuiuti do
Paraná, também desenvolveu atuação na área cultural e curatorial. Foi fundador
do Fórum de Cultura do Paraná, integrou o Conselho de Cultura e o Conselho de
Educação do Paraná e exerceu as funções de Curador Oficial no Centro Cultural
Brasil-Espanha e de Curador-Chefe no Espaço de Cultura Brasil-Telecom, em
Curitiba. Atualmente, é Diretor Geral do Instituto Montes Ribeiro.
Serviço
Exposição: Os Jardins de Luiz Arthur Montes Ribeiro
Artista: Luiz Arthur Montes Ribeiro
Curadoria: Paco de Assis
Período: 15 de setembro a 16 de outubro de 2026
Vernissage: 14 de setembro de 2026, às 20h
Número de obras: 8
Local: JAM – Japanese Food, Art & Music
Endereço: Rua Bela Cintra, 1929 – São Paulo – SP
Informações: (11) 98571-1766
Site: www.ciaartecultura.com.br
Curadoria: Paco de Assis
Apoio: SINAP-ESP – Sindicato Nacional dos Artistas
Plásticos – SP; AIAP – Comitê Nacional Brasileiro da AIAP UNESCO; CBEC –
Conselho Brasileiro de Entidades Culturais.
Produção: Cia Arte Cultura Marketing Artístico.
Fonte: Cia Arte Cultura e Portfólio Luiz Arthur
Montes Ribeiro.






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