Conto O CRAVO
Nos dias de hoje O CRAVO Em 1995 por Luiz Arthur Montes Ribeiro Naquele 12 de julho de 1995, chovia e fazia frio, pois foi um dos invernos mais rigorosos. Temperatura baixa, por diversas vezes aumentei o nível da calefação. Meu apartamento ficara fechado por dois meses, eu estava em uma turnê pelo Brasil. Não consigo ficar longe do meu cravo. Em algumas turnês eu o levo, porém, não em todas. Isto me aborrece, mas quando chego em casa, o primeiro ato que faço é dedilhá-lo para sentir suas teclas e sua música que me deixam em êxtase. É muito forte a ligação que temos. Realmente um caso de amor de muitos anos, pois eu o ganhei de meu pai aos 10 anos, e isto nos une por mais de 25 anos. Identificamo-nos nota a nota, cadência a cadência, suaves ou abruptas. Há, verdadeiramente, uma cumplicidade. Não raro, quando começo a tocar, sinto sempre a presença de alguém que, na verdade, me estimula mais e mais a tocar, a sentir o cravo, a ousar nas notas e ...